INCINERAÇÃO DO LIXO 

DOS SERVIÇOS DE SAÚDE E HOSPITALAR

 
 

 
A incineração do lixo hospitalar não é obrigatória como meio de tratamento, porém é considerada a melhor alternativa de tratamento, pelos seguintes fatores: 

 

A geração do lixo hospitalar é quase cem vezes menor que a do lixo municipal levando, em geral, à utilização de usinas pequenas.   No Estado de São Paulo, atualmente, mais de trinta municípios possuem seu próprio incinerador de lixo hospitalar. 
 

  

Cabe ressaltar que o seu caráter de resíduo perigoso exige o correto rigor operacional.  Além disso, seu conteúdo energético é muito maior que o do lixo municipal, tornado atrativa a recuperação de energia. Neste sentido, na tomada de decisão deve-se considerar, à medida que a geração de lixo hospitalar aumenta: 
 

O lixo hospitalar varia sempre de composição, principalmente, por ser constituído de sobras e ter procedência variada. 

O sucesso da incineração pode ser fortemente afetado pela variabilidade do resíduo e sua embalagem. 

Uma vez definida no projeto do incinerador a composição dos resíduos a serem incinerados, é exigido pelo órgão de controle de meio ambiente um plano mínimo de monitoramento, que se torna mais complexo e caro à medida que se deseje incinerar substâncias mais perigosas em maior quantidade e variedade. 

Por isso, ao se planejar o teste de queima é importante estabelecer o equilíbrio entre versatilidade na aceitação de diferentes resíduos e o rigor na triagem durante sua recepção (tipo e freqüência de análises e critérios de aceitação). 

No lixo hospitalar pode-se encontrar substâncias perigosas como acetona, metanol, xileno e, até mesmo, metais tóxicos provenientes de baterias retiradas de equipamentos eletrônicos.  Alguns metais pesados são extremamente tóxicos para o ser humano e exigem tratamento especial. 

A admissão de resíduos com composição muito diferente da esperada pode causar problemas de gravidade variável, tais como: 
 

O lixo hospitalar, geralmente, é acondicionado em sacos plásticos  e alimentados manualmente em pequenos incineradores. 

Os tipos de incineradores mais usados são: 
 

A energia gerada na queima pode dispensar o uso do combustível auxiliar durante operação manual.  A pureza dos gases de combustão dependerá da homogeneidade do resíduo alimentado. 

Quanto ao tamanho do incinerador : entre 0,5 toneladas/dia e 20 toneladas/dia  existem muitas alternativas para a seleção de um incinerador. 

Dois fatores estratégicos são centrais na decisão de se instalar um incinerador: 
 

Cidades com até 50 mil habitantes podem utilizar incineradores pequenos, com capacidade da ordem de 0,5 tonelada/dia, para destruir seu lixo hospitalar.  Nesta escala, caso seja necessário aumentar a capacidade, pode-se adquirir novos módulos idênticos e aproveitar os conhecimentos de operação e manutenção. 

Os municípios com população na faixa de 50 a 500 mil habitantes, com eventual necessidade de destruir resíduos (os mais variados como os industriais), podem considerar a utilização de incineração em forno rotativo com capacidade da ordem de 5 toneladas/dia.